quarta-feira, 3 de março de 2010

Inicio de meu pesadelo



Resolvi postar tudo que passei até chegar aqui.

Tinha uma vida altamente ativa. Me considerava uma atleta.
Dava 9 aulas de Ginástica ao dia.
Vivia feliz. Até que certo dia, tomando banho, percebi um
caroçinho no seio direito. Fiquei preocupada, mas confesso,
não dei muita atenção ao que estava acontecendo, e nem previa
pelo que ainda tinha por vir.
Meu pai, pessoa cheia de saúde, e de derrepente, o vejo debilitado.
E minha mãe, sem condições de cuidar dele, resolvi pedir demissão do
trabalho para dar uma força para minha mãe.
Da doença até seu falecimento, foram quase 3 (três) meses.
No dia 11 de agosto de 2003, minha vida deu uma reviravolta, que nunca
acreditei ser verdade. Pois foi o dia em que meu pai veio a falecer.
Mas consegui dar a volta por cima, e foi quando também resolvi procurar
ajuda médica especializada.
Fiz Mamografia e um ultrasom da mama. Foi encontrado um nódulo minúsculo.
Foi quando marcaram minha primeira cirurgia (tumorectomia), e a mesma
por motivos que não sei explicar foi adiada. Só para simplificar, ela foi adiada
pelo mesmo profissional, por 6 vezes. Sempre tinha uma desculpa.
E eu sempre acatava todas sem nemhum questionamento.
Até aí, tudo bem. Minha vida seguia normalmente.
Até que no dia 09 de março de 2004, minha mãe fica doente, e é internada dia
dia 10 de março, e justamente
quando estava marcada minha cirurgia.
Eu jamais deixaria minha mãe internada, para fazer cirurgia alguma.
Queria estar ao lado dela, e não me arrependo por isso.
Minha mãe permaneceu viva apenas 9 dias. Mas neste meio tempo, ela sempre me cobrava
para ir ao hospital marcar uma nova data. Mas eu não quis.

Como sempre quis ficar ao seu lado. Passei quase 72 horas sem dormir.
O caso dela era grave, uma infecção intestinal generaliza, levando
minha mãe ao coma no dia 17 de março. Percebi o quanto sou pequena e
impotente.
No dia 19 de março, eu já não estava me aguentando de tão cansada, foi
quando minha tia veio me substituir. Não demorou muito, foi só o tempo
de chegar em casa, quando recebo uma ligação da assistente social do hospital.
Meu coração GELOU, mas me fiz de forte. Pois já sabia do que se tratava.
Minha mãe faleuceu às 19:40h. Senti que um pouco de mim também havia
partido com minha mãe. (nem gosto de lembrar). Meu mundo ainda não havia
desmoronado, só 90% dele. Fiquei apenas com 10% de meu mundo.

Depois de tantos adiamentos para minha cirurgia, resolvi procurar
um Hospital especializado. De posse dos exames, fui logo atendida.

Fiz um exame chamado Punção(terrível ver aquela agulha furando meu seio até
colher material suficiente para biópsia).
Recebo o resultado, e confesso que não queria ouvir aquilo.
"VOCÊ ESTA COM SUSPEITA DE CÂNCER".
Eu senti como se estivesse num piso de vidro, e este havia quebrado, e eu estava
caindo, e sem ter onde me segurar.
Respirei fundo, e bem fundo.

Foi marcado a cirurgia, e para minha surpresa, realmente era câncer.
"CARCINOMA DUCTAL INFILTRANTE" Câncer no ducto da mama.

Desta vez, os 10% haviam desmoronado de vez.


Um comentário:

alice disse...

muito bom amiga..mostrar as mulheres sua luta e que vc ta ai feliz..amei seu blog.felicidades e nunca desista de sua vida...beijoooo